Quinta-feira, 28 de Agosto de 2008

VerSaTilidades II

Então, para melhor entender o que é e quais as vantagens (e possivelmente mais tarde compreender algumas das desvantagens) dum Instrumento Musical Virtual (aka VSTi ou soft-synth/sampler), penso que o melhor será dar uma ideia do que é ter e usar instrumentos musicais electrónicos "reais" (aka hardware synths/samplers).

 

Quem conhece bem Goldfrapp, certamente irá reconhecer um dos seus elementos, Will Gregory, que nestes dois videos, dá uma breve amostra dos vários instrumentos que possui no seu estudio pessoal:

 

 

Para os que tiveram a curiosidade de ver algum destes videos, uma coisa salta à vista: Instrumentos musicais electrónicos ocupam espaço. E... muitos instrumentos musicais ocupam muito espaço (é a lógica da batata, ou... amido, portanto! E já se sabe, amido do meu amido, meu amido é! %P errr...desculpem, estas coisas saiem-me :$ ...ok, adiante).

Exemplo dum sintetizador (hardware-synth): Oberheim OB12

Ora, para um musico, especialmente quando se dedica a dar espetaculos ao vivo (mas não só), uma das trabalheiras é escolher meticulosamente quais os instrumentos que vale a pena levar, andar com eles atrás, rezar para que nenhum se estrague pelo caminho (pois isso implicaria a falta de certos sons usados n'algumas musicas), depois montar tudo, ligar os cabos todos, etc, etc... imaginam agora o pesadelo que não é andar com esta parafernália toda atrás.

Vintage: Moog modular system

Quem já passou por isto, deve ter pensado muitas vezes algo como:

 

"Mas quando é que alguém inventa uma maneira de encolher esta tralha toda de maneira a caber debaixo do braço pá ?"

 

É aquí que entram os computadores e os VST's, que mais não são que programas informáticos (software) construidos obedecendo a determinadas regras, permitindo assim serem utilizados como módulos num conjunto mais complexo de programas que conseguem formar um estudio musical virtual, ou seja, fica quase tudo dentro do computador (portatil p'ra quem queira andar com isto debaixo do braço).

 

Então, um VSTi não é mais que um programa que consegue gerar som, habitualmente recebendo as notas ora dum teclado musical externo (teclado MIDI), ora dum programa especial (sequenciador ou DAW) que tem por função gravar e reproduzir essas mesmas notas e as injectar nos vários VSTis que estejam sob o seu comando.

 Vintage: Fairlight CMI sampler/music computer system

Isto é possivel nos dias de hoje graças aos componentes de geração de som (placas de som) usados nos computadores terem melhorado consideravelmente de qualidade e rapidez nos ultimos anos, bem como os próprios computadores que também esses vão dando saltos tecnológicos em termos de quantidade de memoria disponivel (vital nos Samplers) como na velocidade de processamento (vital nos Sintetizadores).

 

Este post já vai longo, por isso deixarei para um proximo a explicação do que é um Sampler, um Sintetizador, qual a diferença entre um VST e um VSTi e tentar explicar como experimentar no vosso próprio computador, um VST :)

Edirol PCR-M1 MIDI Keyboard 

Deixo apenas aqui um exemplo dos tais teclados MIDI que falei, (quase) essenciais para um uso normal dos VSTi's:

 

 

Neste ultimo video, já dá até para ver a interacção dum teclado MIDI com um VSTi :)

sinto-me:
música: Goldfrapp - Pilots
publicado por Koshdukai às 14:46
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Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008

VerSaTilidades I

Hoje criei mais um blog :P

 

Não é nenhum blog à séria, não (desses, acho que ainda não tenho nenhum... quer dizer, o mais parecido será este que vôcelências estão a lêr e... não é preciso dizer mais nada né? Pois).

 

P'ra variar, é apenas mais um blog "utilitário" (dos muitos que tenho), tipo... lista de compras ;)

 

O novo blog, tem como função, servir de repositório a Instrumentos Musicais Virtuais (VSTi's) que me tenham chamado a atenção e que tenha gostado.

Naturalmente, estão disponiveis para descarga, grátis (pelo menos à altura em que fiz o post, claro).

 

Ainda estou indeciso quanto ao formato que irei usar naquilo (no tal blog).

 

O mais fácil é mesmo um titulo com o nome do instrumento, um screenshot do dito cujo, uns dados que permitam identificar o fabricante ou autor, com uns links e tá a andar de mota :D

 

Ora, este esquema, é muito simples, e por isso mesmo, mais simples de manter, logo assegurando a longevidade do blog :P

 

No entanto, o que me apetecia mesmo era, além disso, adicionar-lhe um comentário meu, para dar uma ideia do porquê de ter escolhido aquele VSTi para aquele post, quais as qualidades e defeitos, etc... vá, quase uma mini-review.

 

Além disso, para ficar quase perfeito, deveria também lá colocar umas amostras dos sons possiveis de obter, pelo menos alguns dos built-in patches que o instrumento inclui de origem.

Mas pra isso, terei que descobrir um free audio-repository site, ao estilo do YouTube mas para mp3's, com um flash player todo catita e simpático, sem muitas mariquices -.-

 

...ou então, coisa que não queria mesmo nadinha, usar o próprio YouTube como audio-player, com uma imagem fixa, de certeza do screenshot do VST ...ou, com mais trabalho ainda, um video-capture do VST em pleno funcionamento...

 

...ai, no que eu me vou meter :(

 

MEEEEEEDO!

 

 

sinto-me:
música: Goldfrapp - Strict Machine
publicado por Koshdukai às 13:46
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Quarta-feira, 26 de Março de 2008

A matemática aplicada é a magia dos nossos dias

Há muitos anos atrás, escrevi uns pequenos artigos para uma eZine sobre musica, explicando o que era "essa novidade" do MP3 (er... sim, já foi novidade... nos "antigamente" e tal havia quem não fizesse ideia do que era e... ok, adiante!).

Penso que terá sido nesse artigo mesmo ou talvez n algum comentário posterior que... AH! CALMA!!! :D ...afinal não foi nesse, foi noutro artigo onde eu explicava o que era o MIDI, para que servia e que raio estava dentro dum ficheiro .MID. Ok... deixa-me cá resintonizar :P

Bom, então, ou foi aí ou num comentário a esse artigo, que alguém perguntava se seria possível converter um ficheiro áudio (um .wav, .aiff, .mp3, etc...) num ficheiro MIDI (.mid).

A minha resposta na altura foi algo no género:

"Bem, se me arranjares um programa que converta um CD numa pauta de musica, eu arranjo maneira de converter um ficheiro áudio num ficheiro MIDI".

Ora, até hoje, houve muitas aproximações a isto, mas nunca ninguém conseguiu apresentar um software que pegasse numa fonte áudio polifónica (i.e. várias notas ao mesmo tempo),  muito menos multi-timbrica (i.e. vários instrumentos ao mesmo tempo, e ou vários cantores, etc...) e conseguisse extrair dessa amalgama de sons as notas individuais de cada instrumento ou cantor de forma precisa. Fazer tudo isto de forma facilmente acessível e rápida (perto do tempo real!) seria mesmo quase que impossível...

...ATÉ HOJE!!!
 (ok, não foi hoje, foi apresentado na MESS'08 praí a 12 de Março ou coisa assim...)


Pois... finalmente é possível pegar numa fonte polifónica puramente áudio e trabalha-la como se de um simples punhado de notas se tratasse (como qualquer sequenciador e editor de MIDI o permite fazer há já largos anos).

Graças a Peter Neubäcker, isto passou a ser possível no já não menos incrível Melodyne, da Celemony.

Ele diz, e às tantas é capaz de ter alguma razão, pelo menos neste caso:

"Apercebi-me que há impossíveis teóricos que na prática acabam por ser possíveis de realizar."

...eh, os minino és perto dos cabeça! :D
(bem, agora só falta mesmo a fusão a frio, a energia zero, as nanobot making machines, e... :P)




Se a matemática aplicada é a "magia" dos nossos dias, e o computador a "varinha mágica", este senhor merece bem o status de "Wizard" ;)

Eis também a apresentação desta nova tecnologia, feita na recente Frankfurt Musikmesse 2008




...

Se a matemática fosse ensinada aos nossos jovens, com demonstrações de como é extremamente necessária no seu dia-a-dia, nos objectos que gostam de usar, nos instrumentos musicais e ferramentas de produção musical de hoje, nos jogos video, na simulação das regras da física que recentemente (e finalmente!!!) está na moda usar-se nos jogos 3D de acção (e não só), talvez alguns se interessassem mais pelo assunto, já que tinham objectivos palpáveis que os ajudariam a ultrapassar certas "secas" inevitáveis do penoso caminho (para alguns) que é estudar um assunto que não se percebe muito bem para que serve ou servirá.

...só quando me interessei pela programação de algoritmos de representação gráfica 3D é que percebi para que servia a matéria que tinha acabado de dar sobre trignometria :P

"NÃO EXPLICAM, ÓPOIS UM GAJO NUM APROVEITA AS CENAS NA ALTURA CERTA!!!!!"
 
...enfim -.-'

...

Tá, ok, chega de sermão... ^^
publicado por Koshdukai às 15:04
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