Quarta-feira, 19 de Setembro de 2007

"PUM! PUM! ESTÁS MUERTO!" - Versão 2.0

Certamente conhecem aquela anedota passada num típico bar mexicano, muito mal frequentado, onde um desgraçado dum estrangeiro se lembra de entrar para perguntar direcções para a civilização mais próxima, sendo interpelado por um dos clientes:

"Hey gringo... quanto pesas?"
(em português: "Hey Gringo... quanto pesas?")

Ao que o estrangeiro, meio atordoado, responde:

"Q...Quem, eu ? S...Se...Setenta qui...quilos, Ssssenhor..."
(em português: "Quem, eu ? Setenta quilos, senhor...")

*PUM* *PUM*
(em português: "PUM PUM")

O infeliz cai no chão e o cliente de pistola ainda fumegante e ar satisfeito e sorridente, olha prós demais em volta e prontamente o corrige:

"Setenta quilos? ...e dôs gramitas! AHAHAHAHAHA!!!"
 (em português: "Setenta quilos? ...e duas gramitas! LOL e tal e o camano e assim!")

Lá se riem todos, numa grande algazarra (até porque convém, senão também algum era capaz de aumentar umas gramas ali de repente, e hoje era mau dia p'ra isso... c'o jantar à espera e assim... era chato) e a coisa fica mesmo por ali.

...

Conheciam né ? Pois...

Mas... não era sobre isto que vos queria falar :P

Ou melhor... até era... ou seja... bem, não era bem uma anedota que queria contar, mas...

"Mas este gajo não se decide ?"
"Atão era ou não era, pá ???
"


Pois, bom... é que muitas vezes, quando olho para alguns dos jogos video de hoje, nomeadamente os First ou os Third Person Shooters, sejam multi-user ou standalone, o facto é que me lembro sempre dos jogos de rua que costumava ter com os meus amigos e vizinhos, quando brincávamos aos "Policias e Ladrões" ou mais frequentemente aos "Indios e Cóbóis" ;)

Foi por isto que, ao querer continuar a falar da (minha experiência pessoal em relação à) evolução nos jogos video e das máquinas que nos permitem chegar eles, me veio à cabeça aquela velha anedota ao lembrar-me da expressão tantas vezes dita nessas brincadeiras

"PUM! TÁS MORTO! EI!!! TÁS MORTO PÁ!"

...e das discussões que ela envolvia, pois a coisa raramente era pacifica

"AH NAH NAH!!! TU DAÍ NUNCA ME ACERTAVAS, VAITALIXAR!!!"

"AH ACERTAVA POIS, Q'EU TOU COASPINGARDA SUPERULTRA!!!"

(...é que ainda não havia a super-ultra-hiper-mega-ri-fixe naquela altura...)


Eu por vezes pergunto-me se alguns dos miúdos de hoje saberá o que é usar a imaginação para criar o que os jogos de hoje, com os gráficos quase-realistas e os algoritmos algo avançados de simulação das leis da física, nos apresentam à frente dos olhos.

Sinceramente não sei se, em termos de experiência de vida, se se perderá algo de importante ou não... é que há cada vez mais crianças a serem privadas da capacidade de imaginar, cada vez mais cedo. Relaciono isto com o perigo da falta de equilíbrio entre as várias actividades que hoje são possíveis.

Acho que deve ser dada tanta importância a experimentar uma história interessante ou um conhecimento importante tanto através da TV, dos Filmes e dos Jogos Video, como também através da leitura bem como das brincadeiras em espaços físicos reais.

...tsk, ao que isto chegou, ter que mencionar a palavra "REAL" quando falo de "espaços" e de "experimentar" :)

Bem, pelo menos há menos narizes e cabeças partidas, olhos negros e joelhos e cotovelos esmurrados, mas estas coisas também só são más quando graves e frequentes, por isso, lá tá, não se pode ter ao mesmo tempo

"Sol na eira e chuva no nabal".

Sim, eu sei que este "problema" é mesmo só para alguns (claro) e que ainda por cima há os "desportistas"... mas eu estou a falar dos "outros"... dos que têm acesso a estas coisas e por elas se deixa conquistar sem colocar nenhumas reservas a manter os horizontes da imaginação e criatividade bem largos, exercitados e desimpedidos.

Ali, no campo, à séria, a levar no tótil!!! ;)
Ah, lembrei-me agora das "guerras" de paintball, que são o meio termo entre a imaginação e a realidade (as tais nódoas-negras!). :D


De qualquer forma, não estou a fazer aqui o papel do "saudosista" ou "Velho do Restelo", pois sempre fui dos que sonhou desde cedo com o que já hoje é possível, ou seja, a possibilidade da criação e usufruto de mundos virtuais, interactivos e o mais realistas possíveis, tanto em termos visuais como em termos de regras de interacção entre tudo o que neles existe... bem como nas sensações transmitidas, que hoje são apenas visuais, sonoras e semi-tácteis.

PSION Flight Simulation para o Sinclair ZX SpectrumPor algum motivo, um dos programas que mais me fascinou logo de inicio no ZX Spectrum, foi o Flight Simulator, bem como um programa de desenho 3D, o VU-3D (isto tudo num "miserável" Spectrum!!!! Imagine-se o atrevimento!), ambos produzidos pela PSION.
Mas lá está, estes são também exemplos em que era preciso usar a imaginação para "fazer de conta" que aqueles pontos na TV eram "um mundo" virtual.
Na verdade, aquelas imagens de baixa-resolução, eram apenas uma representação muito rústica mas adaptada pela minha imaginação, ao que seria suposto estar-se a ver.

Mas como disse, sonhava e continuo a sonhar, pois por mais avançada que a "coisa" esteja hoje, ainda não chegámos ""... mas pode ser que fale nisso, num post futuro.

...

Bom, então, num post anterior, falei sobre a minha pré-história da micro-informática, portanto, saltemos então por cima dos NewBrain, VIC-20, Acorn BBC (muito usado nas escolas inglesas bem como num programa da BBC muito fixe, sobre micro-informática, que dava na altura na RTP), o Comodore 64, Atari XL, Apple ][, etc... quase tudo coisas que só via em revistas ou em montras de algumas (poucas) lojas na altura... *snif*


Durante algum tempo, uma consola era a única forma de ter gráficos e som (ligeiramente?) mais avançados que num micro-computador (bem... entretanto o Commodore Amiga já mostrava o que de futuro se poderia e devia fazer com computadores pessoais). Ah, mas mesmo assim, não tão boas (essas consolas) como as maquinas de jogos video que existiam na altura, algumas até construidas à medida para o jogo em questão, claro.

Sirius VictorOra, aqui o je, já nessa altura tinha a ideia maluca que os computadores iriam evoluir ao ponto de um dia pudessem lidar com som e video como se de uma TV digital se tratassem (eu era doido, lembro-me de me perguntarem para que raio é que queria eu uma placa gráfica com 800x600 de resolução?!?). Nesta altura já tinha tomado contacto com os primeiros PC's, ou clones do IBM PC e semi-clones como o Apricot (tanto os primeiros não compatíveis com depois as versões quase-compatíveis) e o Sirius Victor.

Este ainda é dos antigos, com fios... mas haviam uns teclados Apricot todos modernaços, por infra-vermelhos!Lembro-me dos primeiros Apricots parecerem muito avançados no mundo dos PCs não Apple. Teclados sem fios com um pequeno ecrã de cristais liquidos para status, data/hora, calculadora e quaisquer outras coisas que se quisesse (desde que se programasse, claro)... foram também dos primeiros a adoptar os discos 3"1/2, dos primeiros com monitores a cores de "alta" resolução (SuperEGA)... com preços abaixo ou equiparados aos dos IBM PC, enfim... mas nunca tive nenhum... só lhes tocava nas demonstrações de equipamentos e tal... *double-snif*

Outra tendência que demorou a acontecer, mas que a seu tempo também foi fácil de detectar, foi a tendência para a baixa de preço gradual ou no mínimo para a manutenção dos preços mas o crescimento exponencial das capacidades. Era apenas tudo uma questão de tempo e paciência (e ter que optar, pois não havia $$$ p'ra ter as duas coisas, consolas com jogos e computadores com outras coisas).

IBM PCPortanto, se bem que durante muito tempo, os que optaram por ter um PC (i.e. um compatível IBM PC), tiveram que aguentar com um som escabroso (o "beep" ridiculamente  monofónico) e com uns gráficos... errr.... escabrosos, o certo é que com alguma (alguma ??? MUITA!!!) paciência a coisa foi evoluindo... do MDA à "baixa" resolução com 4 cores simultâneas do CGA, passando pela alta definição (mas monocromática) das placas gráficas Hercules, às placas EGA (média definição, segundo os parâmetros de hoje!), a umas SuperEGA e tal até se chegar às VGA.
As placas gráficas VGA foram a base para o florescimento de uma diversidade de extensões à norma, onde cada marca tinha a sua maneira de ter resoluções extra, fazendo com que as várias "normas" do SVGA, XVGA, etc... não fossem senão isso... nomes, porque compatibilidade entre várias marcas de placas era mentira. Cada programa, se quisesse usar algum modo para além do standard VGA, tinha que perceber com que placa (marca e modelo) estava a lidar.

Penso ter sido nessa altura que o grupo VESA instituiu algumas regras que muitos dos seus membros cumpriram para pelo menos estabelecer alguma espécie de ordem neste ramo florescente do mercado que eram as placas gráficas.

É que na altura o Windows ainda não era "rei" (rei? ...bem, falo apenas dos PCs não Apple, claro). O Windows, durante a altura que falo, era apenas um "brinquedo" devorador de memória e CPU para alguns... errr... e... ok, nesse aspecto, pouco mudou :P

BSOD ou Blue Screen of DeathEntão, não havia ainda uma camada unificadora que escudasse as aplicações de todas as possíveis variações em termos de hardware... como hoje todos estão habituados, adaptação essa conseguida através de pequenos pedaços de código que é suposto cooperar, ou melhor, permitir o acesso a determinados componentes ou periféricos. Esses micro-programas são os drivers (os famosos e famigerados drivers... os tais que deitam "alguns" sistemas operativos abaixo e causam os igualmente famosos ecranzitos azuis, para os utilizadores de PC's com Windows).

Bom... acho que já chega. Ia p'ra falar na evolução das placas de som, mas não quero acordar ninguém, por isso, fica pá proxima ;)

...e a esta velocidade, nunca mais chego às placas aceleradoras do motor de física :P



Versão 2.0: Depois de lêr o post, achei que estava demasiado incompleto, quando comparado com o que queria transmitir com ele. Daí ter feito "batota" e acrescentado mais umas coisas no dia seguinte. Desculpem-me pela batotice, mas eu neste blog permito-me fazer destas coisas no post mais recente... enquanto não houver um novo, o anterior é sempre um work-in-progress :P
Além disso, o "Versão 2.0" encaixa perfeitamente no titulo, pois alguns dos jogos videos de hoje acabam por ser a Versão 2.0 das brincadeiras que tinha quando criança.
sinto-me:
publicado por Koshdukai às 21:26
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Quinta-feira, 13 de Setembro de 2007

"Ai vai molho, batatas com repoooooolho!!!!"

Pois é... parece que o Tokyo Game Show '07 está quase aí à porta né ? E eu que não ligo nenhuma a jogos de consolas (ok, quase nenhuma... mais pormenores num futuro próximo).
Mas a verdade é que sinto uma grande curiosidade em acompanhar a industria (vá-se lá saber porquê).


E pronto, terminou aqui o post de hoje :D

...

Curto ? Ai foi curto ? Então abriguem-se, ou fujam! Fujam que vem aí uma avalanche de palavreado!!!


Aqui vai disto:

Desde os meus 13~14 anos, quando começaram a aparecer micro-computadores em Portugal que qualquer comum dos mortais podia comprar (ok, eu ainda não lhes conseguia chegar assim com facilidade, mas pelo menos já dava p'ra sonhar em algum dia ter um...) que perdi qualquer interesse pelas consolas de video jogos que já existiam na altura.
Ah, um pequeno pormenorzito: nunca tive nenhuma consola (o guito não chegava para essas mariquices) mas por feliz obra do acaso, tinha um vizinho com um Pong... erm... já era qualquer coisa, né ? ...pois, pá altura, era.

Mas, "não me interessavam as consolas porquê?", oiço ali alguém perguntar ao fundo... (façam de conta, ok ? 'brigado!) ...Ora, porque o que me interessava mesmo era perceber como é que se conseguia programar uma coisa daquelas, e por isso, os jogos, durante uns tempos, eram apenas um efeito secundário (mas muito divertido e algo consumidor de tempo, no inicio) da novidade.

Manual do ZX81, que li de fio a pavio quando consegui umas fotocópias já não me lembro bem como...Felizmente, a minha ansia de perceber como é que uma coisa daquelas funcionava era tal que li tudo o que podia antes mesmo de ter uma... vai daí que, talvez por isso, quando finalmente consegui meter as mãos numa, grande parte do meu tempo foi passado a tirar partido desse conhecimento teórico e não apenas gasto com os jogos que já na altura era possível correr numa coisa daquelas.   ...acho que se não tivesse sido assim, teria olhado para um micro-computador como um simples brinquedo caro, uma maquina de jogos com teclas... embora com a possibilidade "teórica" de fazer mais coisas, mas que na prática acabaria por ter preguiça de explorar, distraido pela satisfação rápida e imediata de simplesmente carregar um jogo e estorricar umas horas valentes naquilo sem aprender nadinha de jeito (nessa altura ainda nem havia jogos de aventura em texto, para no minímo se poder dizer que se estava a melhorar o inglês... coisa que aconteceu um pouco mais tarde).

Sir Clive Sinclair's Sinclair Research, Ltd.

Sinclair ZX-81Foi assim que, quando meti as mãos pela primeira vez num ZX-81, a primeira coisa que me interessou foi testar os meus conhecimentos (apenas teóricos até aí) de Sinclair BASIC (ok, aquilo também não dava p'ra grandes jogos, lá isso é verdade... a baixíssima resolução, a preto e branco, sem som... enfim, mas para quem nunca sonhou em ter tal "poder" nas mãos... era fixolas).


Sinclair ZX Spectrum Quando consegui então comprar o meu ZX Spectrum 48K, grande parte do meu tempo foi passado a fazer experiências com programação e a tentar tirar o máximo partido daquele pedacito de alta tecnologia que me tinha vindo parar às mãos. Eventualmente acabei por também me aperceber que havia muito mais por detrás do BASIC, pois comecei também a perceber que raio era isso da linguagem máquina :D ...e ok, nos intervalos, também jogava, claro ;)

Amostra do teclado do Sinclair ZX Spectrum originalPor falar em jogos para o Spectrum, eis uma maneira muito simples de experimentar alguns, através deste excelente emulador online do Sinclair ZX Spectrum 48K em flash.

Consegue-se assim acesso simples a clássicos como Manic Miner (com a primeira tentativa de musica pseudo-duo-fónica, eh! Mais tarde melhor conseguida pelo jogo Fairlight), Jet Set Willy, Jet Pac e os "revolucionários" Knight Lore e Alien 8 em erm... "3D" (epá... pá altura era, pronto!). Ah... e para quem tiver curiosidade em saber o que é que se obtinha assim que se ligava um ZX Spectrum, eis o... err... "desktop" aka o Sinclair ZX Spectrum BASIC ;)


Embora não fosse um jogador fanático (pois não tinha trocos para isso), como qualquer teenager nessa altura, também estorriquei uma certa quantidade de moedas n'alguns cafés e recentes arcadias (i.e. salas de jogos) onde se começava a ver algumas maquinas com jogos video a tirar o lugar das maquinas de pinball (que nunca achei muita piada, diga-se). Portanto... aos poucos também me agradou o facto de até poder jogar uns joguitos ligeiramente parecidos com os das maquinas de jogos video de então, embora com menos qualidade de som e imagem, sempre dava p'ra poupar uns cobres...

Acho que me fascinava mais a tecnologia que propriamente alguns jogos... bem, mas lá que era uma forma divertida de tomar contacto com tecnologia avançada, lá isso era :D


Pouco tempo depois já tinha percebido que afinal havia um sem fim de linguagens de programação (erm... fascinante, não? pois... isto tá quase a acabar ;) é só mais um cadito, ok?), pois apercebi-me que o Jupiter ACE vinha com uma linguagem de programação "estranha" chamada FORTH. Nunca consegui mexer num, mas...

Oric 1....acabei por ter contacto com essa linguagem através dum ORIC-1, emprestado por um amigo que sabia do meu interesse e curiosidade por aparelhos diferentes da norma (aquilo até tinha um sintetizador de 3 canais de som pá !!! ...e acho que 1 de barulho, fixe para ritmos). Enfim, era um micro engraçado... tinha era que se programar, claro :P ...era muito pouco conhecido, como já disse, não usava BASIC (pelo menos aquele modelo especifico) mas sim FORTH, então isso "assustava" os possíveis interessados e também não havia assim muita coisa feita para ele.

Manual de programação do ORIC-1 - Linguagem FORTHNota adicional: Enquanto procurava links para o ORIC-1, reparei que muitos falavam que este usava BASIC como a sua linguagem de programação em ROM mas eu ia jurar que o que usei nele foi o FORTH. Felizmente achei alguns links que mencionam que o ORIC-1 Modelo 48 trazia mesmo a linguagem FORTH na ROM... o que me descansa um pouco, pois isto indica que afinal não estou tão maluco como à primeira vista poderia parecer :P ...portanto, tá visto que foi esse que tive nas mãos, e não as versões posteriores que entretanto, precisamente pela pouca popularidade da linguagem, devem ter sido revistas e lançadas com BASIC na ROM, como a sua linguagem de programação por defeito.

Bom, já falei um pouco da (minha) pré-história da micro-informática em Portugal (alguém se lembra da Laundry?), portanto... acho que vou ficar por aqui, senão até eu perco a pachorra p'ra ler isto ;P

Vá... para quem não sabe o que é BASIC, vai aqui uma coisita gira (esperem p'lo fim):

. .
sinto-me:
publicado por Koshdukai às 22:00
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