Sábado, 29 de Setembro de 2007

Mais interesses & Manias, Lda.

Nota prévia: Este post é tipo "livro cheio de letras e sem bonecos"! ...estão avisados ;)

...

Ora, os mais atentos já devem ter percebido que me interesso não só por musica mas pela produção da mesma. E, ao contrário dos jogos video (já agora, devo confessar que acho este nome completamente estúpido, mas como não tenho melhor, e como se convencionou chamar-lhes assim, olha, lá terá que ser... mas assim que arranje um nome melhor, tunga, er... uso-o. Oh ... bonito serviço... voltei aos meus longos "apartes", tão longos que chego ao fim e já ninguém se lembra do que estava a falar... bem... isto já começou torto, que raio. Ok, não interessa, continuemos com a parte da musica), mas no caso da produção musical, cedo comecei a tentar criar algo que gostasse de ouvir. Saia-me... :P ...como geralmente tinha quase sempre algo por perto por onde o fazer sair (as teclas dum piano, dum orgão, até dum acordeão) isso ajudou muito.

Lembro-me de ter 5~6 anos e passar horas de volta do piano dos meus tios-avós, numa sala do 1º andar (eh, que giro, estou a revê-la agora e tudo). Lembro-me também do meu tio-avô me ter dito que aproveitou um par de melodias que eu tinha inventado ao piano e as ter usado para partes de musicas de sua autoria ou como base para as compôr. É deveras "elogiante" ouvir isso dum musico feito, como ele foi.

Por falar em familia, devo dizer que tenho musicos até perder de vista na arvore geneológica. Grande parte da famila do meu avô materno, foram músicos (ele incluido), muitos do lado da minha avó materna também o foram, os meus avós paternos também tiveram antecedentes musicais (as meninas prendadas sabiam tocar piano, portanto...) além do meu pai também ser musico (ou melhor, instrumentista) e eu, no meio de tanta musicalidade, tinha que
levar com alguns desses genes, né?

Lembro-me de, com os meus 16~17 anos (ou talvez 18), pensar seriamente em seguir a musica como profissão, deixando de lado o meu outro interesse, a informática. Esse momento aconteceu num ano em que toquei numa banda, arranjada de propósito para tocar numa festa de aniversário duma associação. Banda essa criada por um amigo que tocava guitarra e que à força queria ter uma. Essa festa foi desculpa suficiente para avançar com a coisa.

Os ensaios foram uma pandega. No primeiro dia lembro-me que cada um tocou para seu lado, pois poucos se conheciam entre si, só ele nos conhecia a todos e... não era das pessoas mais organizadas que conheci, por isso a coisa 'tava um caos. Depois, aos poucos lá nos fomos organizando, ora aos pares ou em grupos de 3, ora eu ensaiando em casa desse meu amigo para se consolidar a coisa, escolher o reportório e mais tarde com os elementos todos, já termos um objectivo bem determinado do que se queria fazer, das musicas (covers) a tocar, etc...

Essa banda durou apenas uns meses, o tempo suficiente para termos os ensaios e se fazer o tal espectáculo ...alias, minto, durou ligeiramente mais um tempito. É que gostaram tanto de nós que houve mais tarde uma festa qualquer num sitio perto, onde estavamos lá todos e acabámos por tocar 1 ou 2 musicas com o material de palco da banda que estava a actuar, a convite deles ...how cool is that, huh? :D

Também me lembro do nosso guitarrista ser algo amigo da pinga e que nessa noite, coiso... 'tava um "cadito" encharcado (coisa que por sorte não aconteceu no primeiro espectáculo, o tal à séria, que correu lindamente... lembrem-se que foi uma estreia para todos!).

Então, lá subimos ao palco, ajeitámo-nos com o material da outra banda e quando fomos tocar a primeira musica, começámos todos no tom certo (acho que era em DÓ) e o rapaz do tinto achou por bem adiantar serviço (tava com pressa... ou sede) e começar no tom a seguir (acho que era FÁ)... claro, aquilo foi um inicio de musica doloroso. Felizmente acho que a assistência estava toda distraida (porque aquele periodo era tipo o intervalo da outra banda) e então não se devem ter apercebido de nada.

De qualquer forma, ninguém deu parte fraca, e enquanto tocavamos, olhámos uns pr'ós outros a tentar perceber porque raio é que aquilo não estava a soar nada bem, cada um confirmando que estava no tom certo... até os olhares de todos se concentraram no guitarrista, que estava a tripar de olhos fechados (claro, era o único que ia a "marchar bem")... então, pouco nos restou senão, encolhermos os ombros, e combinar no próximo compasso, mudarmos de tom, pr'ó acompanhar.
Nisto, ele "acorda", repara que se tinha enganado, e corrige pró tom certo... por sorte, fomos todos a tempo de perceber a manobra (isto da troca de olhares ajuda muito em palco) e evitámos no ultimo segundo mais uma troca de tons (tipo o guitarrista agora estar certo e o resto da malta ficar errado, porque o tentava "apanhar"). O resto dessa e da outra musica correram lindamente.

Também recordo que aquele sitio era mais pequeno e a zona do publico muito mais escura. Então, no pequeno instante em que lanço o meu primeiro olhar para o publico, deparo-me com 200 caras especadas a olhar p'ra nós, a 1 metro de mim. Eu a pensar que estava tudo a dançar, e afinal, 'tavam ali junto ao palco, a ouvir com muita a-ten-ção. Muito diferente da nossa primeira actuação, que foi num espaço muito maior, palco maior e mais alto, melhor iluminado e com alguma distancia do publico, que queria era festa e todas as oportunidades eram poucas para dançar. Enfim... foram duas experiências totalmente diferentes, o que foi bom :)

Foi um tempo muito giro, divertido, e os ensaios duraram o suficiente para até termos um pequeno grupo de fãs (até tempo houve p'ra umas cartas anonimas e umas paixonetas e tal...). Agora que me lembro daquilo, recordo a coisa quase com a sensação dum mini-BigBrother à pressão :P

A banda não durou mais porque, embora todos tivessemos os nossos intrumentos, não tinhamos material nosso de som (PA) nem guito pr'ó comprar ou alugar. Além disso, alguns queriam dedicar-se brevemente aos estudos da faculdade, outros iam pr'á tropa no ano seguinte e também porque eu, na altura, a dedicar-me à musica, queria sim mas numa banda de originais e muitos não estavam pr'aí virados... além disso, tínhamos todos gostos muito distintos, impossíveis de conciliar. Foi pena... mas ficou a experiência :)

Bom... mas... este palavreado todo para dizer o quê ?

Ora, isto tudo para dizer que hoje em dia, a musica para mim continua a ser um hobby. Opções que tiveram que ser tomadas, o tempo que não estica (o dia, já na altura, só tinha 24 horas e nem télélés havia!), oportunidades que não foram aproveitadas e outras que não surgiram e a coisa ficou assim mesmo, simplesmente um hobby.

Fazendo fast-forward até ao presente (senão nunca mais "cá chego"), e alimentando este meu interesse e hobby, tenho a sorte de viver numa época em que os computadores pessoais finalmente chegaram ao ponto de ter capacidade suficiente para alimentar um ramo especial da industria das ferramentas de produção de musica: Os instrumentos virtuais.

Em poucos anos, e graças à definição de alguns standards de industria, hoje é possivel ter um estudio virtual completo de qualidade profissional, dentro dum computador pessoal, por um custo bastante acessível para os interessados nestas coisas.

KVRAudio: Excelente base-de-dados actualizada de diversos plug-ins VST, AU, etc... Um exemplo duma das tecnologias hoje disponíveis (mas não a única) é a norma VST, que por ser aberta, possibilitou uma "explosão" de componentes virtuais de efeitos e geração/síntese audio nos últimos anos. No futuro irei abordar esta tecnologia também, pois também a uso, mas não será agora.

Existem diversas aplicações, umas mais antigas que outras, umas com um historial mais longo que outras, umas mais generalistas que outras, mas o melhor de tudo é que, hoje em dia, com mais ou menos trabalho, qualquer um consegue ter o seu próprio estúdio virtual, num computador pessoal. Até de graça, se contabilizarmos apenas o custo do software, pois felizmente o leque de software e/ou componentes (plug-ins) freeware é cada vez mais vasto e de qualidade (repito: falarei disto em futuros posts).

Assim, e porque este post já vai longo, vou apenas dizer que no proximo post irei falar da mais recente versão, disponibilizada esta semana, de um dos meus programas preferidos nesta area, ou seja, o Reason 4 da sueca Propellerhead Software.

Bom, e para que este post não seja apenas palha e que contenha algo de minimamente util ou interessante, deixo aqui uma playlist com musicas feitas apenas com o Reason 4.
Atenção que em algumas, que incluem voz, pode ter sido usado mais um par de outras ferramentas. Direi porquê e quais, no proximo post. No entanto, todos os efeitos que se ouvem, são (ou podem ser) todos feitos pelo Reason 4, incluindo o vocoding.


Destaco as seguintes musicas incluidas nesta playlist (alias, até sugiro esta ordem para as ouvir):
sinto-me:
música: Josh Mobley And Woody Ranere - Narrow Escape
publicado por Koshdukai às 00:01
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Quinta-feira, 27 de Setembro de 2007

Carne Enlatada ! - 1ª fatia

Carne enlatada, às fatias!

Ora, falemos um pouco então sobre alimentação saudável!

E, para melhor entender o que irei falar já de seguida, aconselho vivamente este video, um documentário que introduz o assunto de uma forma bastante esclarecedora. Seria bastante útil que o vissem, para melhor entender o que irei falar:

. .


...


EH! :D


Bem... eu em boa verdade não vou falar de SPAM, nem de SPAM, nem mesmo de SPAM, nem sequer de SPAM, mas sim de... erm... SPAM.

Especificamente, vou falar dum tipo especial e infelizmente muito conhecido, ou seja, o SPAM, embora esse tenha muito a ver com o SPAM, o SPAM ou o SPAM, mas um tipo tem que ser especifico para não se baralhar e confundir mais as pessoas, né ? Pois.

Ah, não vou poder falar de SPIM porque, por sorte, não cheguei a estar sujeito a tal fenómeno, pois abandonei os IM's pouco tempo depois de terem surgido, e assim, livrei-me bem cedo de sofrer os efeitos disso :)

Então, comecemos, que há gente com mais que fazer:


Inbox cheia de SPAM! (Click para ver melhor)


SPAM, esse incompreendido !

Pois bem, então, como todos já devem saber, convencionou-se chamar SPAM a toda a mensagem não solicitada, seja ela de correio electrónico, em fóruns electrónicos, em comentários a Blogs, etc... nestes dois ultimos casos, o "não solicitado" está mais ligado ao offtopic, ou seja, à completa irrelevância da mensagem em relação ao assunto discutido no forum ou no Blog (ou na mailing-list, ou no newsgroup, ou...).

O SPAM é geralmente sinónimo de pseudo-informação longe de bem-vinda e quase sempre associada a publicidade a qualquer coisa, serviço, produto, site, etc... ou então simplesmente como um meio de propagar algo que geralmente se apodera do sistema do(s) visados(s), ou seja, como forma de propagação de programas Cavalos de Tróia (i.e. trojans) ou mesmo de Vírus informáticos.

Já agora, e rápidamente, os Vírus informáticos não passam de pequenos (embora por vezes complexos) programas com capacidade de se replicar (auto-reproduzir, copiar) e propagar-se num sistema ou, se forem hibridos de Virus e/ou Worms, propagar numa rede de sistemas informáticos, pois geralmente esta capacidade de infecção entre sistemas pertence à classe das Worms ou traduzido em português à letra... er...  "minhocas" (?) pois são programas que conseguem "entrar" por "buracos" (falhas, bugs, defeitos) descobertos e ainda desconhecidos da comunidade de segurança informática ou ainda não "tapados" (corrigidos, resolvidos) pelo responsável por tal (habitualmente o SysAdmin ou administrador da rede ou do(s) sistema(s), ou simplesmente o dono do PC que se esqueceu de manter o seu sistema operativo actualizado).

Já agora, tenho que mencionar também que a maior parte dos virus/worms mais modernos e sofisticados têm a capacidade de, ao replicar-se, gerar pseudo-clones modificados e não 100% iguais ao original (ao programa "pai"... "mãe"?),  por forma a variar a... chamemos-lhe, "impressão digital" e assim tentar enganar alguns detectores de virus mais "incautos" ou menos sofisticados e menos preparados para tal.

Famosa frase de John Dvorak: 'I GET NO SPAM!'Como disse, vou falar especificamente do SPAM que (quase?) todos nós obtemos hoje em dia nas nossas caixa de correio electrónico (há quem se queixe também das outras, das fisicas que apanham com tudo o que lá couber, mas não vou aqui debruçar-me sobre os panfletos do Lidl, do Jumbo nem do Prof. Escarchuto)

Ora, mesmo focando apenas este tipo, o tempo tem mostrado que afinal existem diversos graus e tipos de mensagens possiveis de classificar como SPAM.


"HOT SEXY LADY WAITING FOR YOU!!!"

Jessica RabbitOra, existem aquelas que até calha versarem sobre um assunto que interessa ao visado. Estas são habitualmente as mais perigosas de todas e as principais responsáveis pela eficácia do spamming, logo, se resulta e é barato, nenhum spammer digno desse nome irá abandonar a actividade, pois p'los vistos é uma maneira rápida, fácil e eficiente (embora à bruta) de levar "a àgua" (i.e. os tótós) "ao seu moinho" (i.e. os sites sacadores de cartões de crédito, dólares/euros, dados pessoais, injectores de worms, etc...).
Portanto, uma primeira medida seria não clickar nos links dessas mensagens, ou mesmo nem as abrir, caso, pela origem e assunto, se desconfie ser SPAM.


"OLHA P'RA ESTA GAIVOTA TÃO FOFINHA!!!"

Gaivota cleptomaníaca numa localidade EscóciaPois, estas mensagens, como são habitualmente enviadas por conhecidos (ou conhecidos de conhecidos, ou por aí adiante), tendencialmente podem não ser consideradas SPAM, mas... lá que geram lixo electrónico, lá isso geram.

Ainda quando são pequenas, com pequenas imagens, que não há em lado nenhum na web, então ainda vá... mas como é tão cómodo e simples enviar uma mensagem electrónica que se chega ao cumulo de receber colecções gigantescas de fotos (nem quero saber de quê!) e videos bem grandinhos, que atafulham os recursos dos servidores de mail, bem como (para quem não tem cuidado) os discos de cada um (caso não usem webmail).

"Tás parvo ó caramelo ? Isso não é SPAM pá! Isso são coisas que os meus amigos me mandam, que eu me limito a reenviar para os meus er... outros amigos e apago a seguir! Não me ocupa espaço nenhum!"

Ok, certo, pode não ser considerado SPAM puro, mas que é uma boa forma de recolher endereços de email activos, se não se tiver cuidado, ai lá isso é. E passo a explicar como funciona e como evitar esse problema:


"POR FAVOR!!! AJUDEM ESTE ANIMAL!!!"
 DIRECTÓRIO ANIMAL - ADOPÇÕES, PERDIDOS E ACHADOS, RAÇAS, ENTRE OUTROS ASSUNTOS
Se a Maria vê um cachorrinho lindo que tem que ser adoptado (e eu apoio este tipo de divulgação! Toda a ajuda que se possa dar aos animais é pouca!) faz uma mensagem com fotos do cãozito, escreve uma mensagem de nos fazer levar as lágrimas aos olhos (note-se que não estou a gozar nem a fazer pouco, 'tou a falar a sério!) e envia-a para os seus 20 amigos. Envia como ? Usando o campo de email "Para:" (ou em inglês: "To:"). Certo ?


"Olha!!! Finalmente consegui o email da Francisca! ...ela não mo quis dar, mas agora já o tenho! eheh!!!"

Ora, imaginem que vocês são 1 desses amigos que recebe a mensagem, que por acaso até só conhecia uma das amigas mas que nem conhece os outros 18 amigos da Maria. Sabem o que acontece ? Graças a essa inocente mensagem, tiveram conhecimento de 19 novos endereços de email que não conheciam antes, pois basta para isso olhar p'ró tal campo do "To:" ou até para o "CC:" (i.e. "Carbon Copy", também conhecido como "Com Conhecimento").


"duh, mas qual é o problema disso, ó caramelo ?!"

Ora, nenhum, em principio, pois até temos a sorte da Maria não ser amiga de nenhum spammer (mas vocês não sabem disso, certo ?).
Ok, a Francisca vai ficar lixada com a Maria porque agora ficámos com o endereço de email dela e ela não o queria divulgar, mas... paciência. Acontece... a net tem destas coisas :P

Então e... vamos agora, por exemplo pegar num dos outros 19, por exemplo no Zé.

Pois, o Zé também não é nenhum spammer, mas o Zé ao ver que aquele cãozito precisa mesmo de ajuda, nem pensa duas vezes, e reenvia (i.e. faz forward) aquela mensagem para os seus 30 amigos e amigas, embora alguns nem os conheça bem, alguns até só os conhece duns fóruns manhosos e tal mas não interessa, aquele cão precisa dum dono!!!

Não é difícil de perceber que, passados uns tantos eventos parecidos com estes, alguém algures irá receber esta mensagem, com um lençol de endereços de email válidos, de gente que nunca viu nem ouviu falar nem contactou, pessoas essas que nem a Maria, nem o Zé, nem muitos outros ao longo desta história, conhecem.

Imaginem agora que este individuo que falo, tem como "passatempo" recolher emails e guarda-los numa listinha. Imaginem que este individuo até ganha uns trocos ao vender essas listas a sites de marketing ou a spammers ou a qualquer um que as queira comprar ?

Estão a ver onde quero chegar não estão ?

"Oh bolas... então isso explica porque é que comecei a receber SPAM nesta conta de email que só dei a amigos e que nunca divulguei em site nenhum, nem em nenhum fórum nem em nenhum outro lado. Então tenho que deixar de reenviar esses pedidos de ajuda ou as anedotas que me enviam ?"

Não, há uma solução muito simples (embora, diga-se em boa verdade que nem se perdia nada em que algumas dessas mensagens nem seguissem, mas falarei disso mais tarde).

A solução simples será usar o campo "BCC:" (i.e. "Blind Carbon Copy").
Este campo funciona como o "To:" ou mais propriamente como o "CC:" mas tem uma caracterista muito boa, quando necessária (como é neste caso): Nenhum dos destinatários conseguirá vêr quem foi referido no tal campo "BCC:". Apenas consegue vêr quem lhe enviou a mensagem (e claro, quaisquer endereços referidos no "To:" e no "CC:" mas que para mensagens do tipo que estou a falar, convém não usar).

E pronto, assim, a cadeia de acumulação de endereços é quebrada logo na origem. Quem recebe só saberá o endereço de quem lhe enviou, o que chega muito bem p'ra este efeito.

Se todos que têm o habito de reenviar mensagens deste estilo tivessem este cuidado, seria menos uma fonte de dados usada por muitos spammers.

"Então isso resolve o problema do SPAM ? Se tiver esse cuidado nunca mais recebo SPAM ?"

Não é assim tão simples. Primeiro porque se esse mail já é conhecido por spammers, o problema já não tem solução (definitiva)... só criando uma conta nova de email.

Segundo, porque os spammers têm outras técnicas que não a do uso de listas de endereços de email válidos, então esta solução apenas minimiza as hipóteses de se ser alvo de SPAM.

Alias, como referi antes, essas listas podem ser construidas de diversas formas, seja por rastreio de endereços mencionados em blogs, fóruns, páginas web, páginas de perfil em redes sociais como o MySpace, Hi5, Orkut, FaceBook, Friendster, etc...

Posso referir uma das outras técnicas muito usadas que é a geração aleatória de endereços de email. Imaginem que faço uma lista de primeiros nomes habituais (José, Maria, Jorge, Ana, Pedro, ...) e uma outra de apelidos habituais (Silva, Gomes, Fonseca, ...). Agora basta juntar a isto uma outra lista de endereços de sites conhecidos e começar a gerar endereços "à maluca":
  • Jose.Silva@siteconhecido1.pt
  • Maria.Silva@siteconhecido1.pt
  • ...
  • Pedro.Fonseca@siteconhecido99999.pt
A própria analise duma lista de endereços de email válidos poderá dar mais ideias ou ajustar as configurações e combinações possíveis, tanto de nomes dos utilizadores como dos servidores de email. Assim, variações tipo "msilva", "j.gomes", "anaf", "maria.g", etc... e prefixos de maquinas como "mail.", "pop3.", "smtp." etc...

Portanto, podem-se gerar milhões de combinações e que, no meio desses milhões de endereços inventados, só que 10% exista, já compensou o esforço de quem fez esse gerador. E desses 10%, basta que 1% caia na asneira de abrir ou seguir os links que a mensagem de SPAM contém, que já compensa, pois esses passam a ser endereços conhecidos como válidos, "bons" a usar em campanhas futuras de SPAM... e bons para vender ou trocar com outros spammers.

Terceiro, porque, como descrevi acima, assim que se responda a uma mensagem dessas, ficamos "apanhados", mesmo que seja simplesmente para dizer "STOP THE SPAM!!!"... eh, fica-se "apanhado" e confirmado como um endereço de email "bom" (com alguém por trás dele... alguém com olhos, dedos e uma carteira).

Por vezes basta até abrir a mensagem, se esta estiver em HTML e tiver imagens externas ou mesmo scripts. Geralmente essas imagens estão alojadas em servidores que têm como segunda função, contabilizar os hits e apanhar os IP's ou os emails (explicado mais abaixo) de quem se limitou a abrir a mensagem. Assim conseguem provar a eficiência daquela "remessa" de SPAM, ficando apenas à espera dos tais que vão um passo à frente e até os contactam para comprar algo.

Com um bocado de sorte a coisa até fica por aí, ser forem uns spammers "honestos", pois assim que se vejam com os dados que pretendem, nada os obriga a cumprir com o prometido, seja enviar o produto ou fornecer o serviço prometidos.

Uma forma evoluida desta técnica é embeber um identificador único ou até simplesmente o endereço do destinatário usado em cada mensagem gerada, em cada referência da imagem e assim, correlacionar os hits com os email enviados. Ou seja, se cada mensagem de SPAM tiver uma (ou mais) imagens com o endereço tipo:

<img src="http://servidordeimagens.xx/imagem1.jpg?id=emailusado@alvo.xx" _fcksavedurl=""http://servidordeimagens.xx/imagem1.jpg?id=emailusado@alvo.xx"" />

Isto quer dizer que, ao se abrir essa mensagem, como está em HTML, o programa de email (email client) naturalmente irá pedir a tal imagem para a poder mostrar. Ora, ao pedir, acaba por morder o isco, ou seja, informar o tal servidor que o utilizador daquele endereço de email existe e até abriu a mensagem. Para muitos spammers este é apenas o primeiro passo duma sequência de outras acções possíveis a tomar.

Felizmente já se vêem muitos programas de email (email clients) com a opção de mostrar imagens, desligada por defeito, tendo o utilizador que tomar a iniciativa para que estas apareçam, dando tempo assim para decidir se está perante uma mensagem de SPAM ou não, e assim evitar cair nesta pequena ratoeira.

...

uffff.... se alguém conseguiu chegar até aqui, os meus parabéns :D

Naturalmente há muito mais para falar sobre SPAM, mas não se pode falar tudo duma vez (a bem da minha e vossa sanidade mental), por isso vou deixar o resto para futuros posts.

Termino este, lembrando que o SPAM é apenas uma das pontas da estrela que relaciona vários assuntos como a protecção do vosso "eu" ou presença na internet, a privacidade dos vossos dados pessoais, a segurança dos vossos sistemas informáticos, a segurança das vossas transacções comerciais ou acessos bancários, etc...
sinto-me:
publicado por Koshdukai às 00:01
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Terça-feira, 25 de Setembro de 2007

"Olha, eu levei 25 nas escadas!"

...er, mas, 25 quê ?

Mas levou ? Levou onde ? Num saco ? Numa caixa ? Num pacote ???

E levou o quê afinal ? Era pesado ?


O melhor mesmo é ir à fonte da coisa, e não me ficar pelo que ouvi na rádio, né ?

"Neste regresso às aulas TODOS RECEBEM O MESMO: €25"

AH!!! Então é 25... Euros!!! Ah pronto, ok, então sim, 25€ dá p'ra levar, ou seja, transportar no bolso, pois dá ! E realmente pode-se dar 25€ em qualquer lado, mesmo nas escadas, pois é :)

Bom, mas por via das duvidas, deixa cá ver a definição de "levar":
  • do Lat. levare

    v. tr.,
    transportar;
    conduzir;
    guiar;
    tirar, roubar;
    vestir;
    suportar, tolerar;
    ter capacidade para;
    induzir;
    conter;
    empregar;
    introduzir;
    auferir;
    receber como preço;
    passar (tempo);
    seguir (caminho, direcção);
    produzir, originar;
    enganar;
    ludibriar;

    v. int., fam.,
    apanhar pancada.

hmmm... "tirar, roubar", "suportar, tolerar", "induzir", "receber como preço", "enganar", "ludibriar", "apanhar pancada" ? Ok, acho que... quer dizer... penso estar a perceber agora melhor a coisa :)


Olha q'esta !? Sinceramente, se não fossem certos criativos de hoje a enviar-nos estas mensagens subliminares, o que seria de nós ?

...bem, agora só me falta descobrir o que é que eles me querem transmitir ao usar uma como mascote duma marca com "sapo" no nome.
sinto-me:
música: Gwen Stefani - The Sweet Escape
publicado por Koshdukai às 11:12
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